22/02/2026
Por que os canais de atendimento se tornaram o principal alvo de ataques cibernéticos 

A digitalização do atendimento ampliou a superfície de ataque e expôs fragilidades pouco percebidas pelas empresas.

A cibersegurança é um tema que muitos líderes de PMEs tratam como responsabilidade exclusiva da TI. No entanto, a realidade de 2026 revela que os ataques mais eficazes atingem justamente os canais de comunicação. Como o atendimento prioriza a abertura e a interação humana, ele abre as portas para ameaças que comprometem os dados e a continuidade do negócio.

Canais de atendimento atraem criminosos por uma razão simples: a empresa os desenvolve para facilitar o acesso. Qualquer pessoa pode entrar em contato, enquanto a empresa capacita seus agentes para resolver problemas com agilidade.Dessa maneira, essa abertura essencial para o negócio é, ao mesmo tempo, a porta que criminosos digitais exploram através da engenharia social.

Os ataques mais comuns nos canais de comunicação

Conhecer os tipos de ataques é o primeiro passo para se defender. Atualmente, os criminosos utilizam métodos cada vez mais sofisticados para manipular colaboradores. Nesse sentido, os ataques mais prevalentes incluem:

  • Vishing (Voice Phishing): Golpes por voz onde criminosos fingem ser executivos ou clientes VIP.
  • Deepfakes de voz: O uso de IA para clonar vozes aumentou consideravelmente, tornando obsoletas as perguntas de segurança tradicionais.
  • Quishing (QR Code Phishing): Ataques que exploram a confiança em códigos QR cresceram 25% recentemente.

Além disso, as campanhas de phishing via e-mail estão mais profissionais e livres de erros gramaticais. Portanto, o roubo de credenciais tornou-se um risco sistêmico que exige atenção redobrada da gestão.

Por que apenas o treinamento da equipe não é suficiente?

Muitas empresas investem em treinamento, o que é necessário, mas não basta. O problema é que os ataques modernos são projetados para criar pressão psicológica e senso de urgência. Assim, o atendente pode acabar cedendo a uma solicitação mal-intencionada no meio de uma rotina acelerada.

Outro ponto crucial é a tensão entre produtividade e proteção. Cerca de 91% das equipes de TI sentem-se pressionadas a não bloquear ferramentas que os colaboradores usam, mesmo quando elas criam riscos. Dessa forma, a vulnerabilidade operacional acaba sendo aceita em nome da agilidade do dia a dia.

Segurança como estratégia de sobrevivência operacional

Para mitigar esses riscos, o mercado adota camadas adicionais de autenticação e o monitoramento contínuo das interações. Primeiramente, é fundamental fortalecer o controle sobre quem acessa informações sensíveis. Em seguida, a empresa deve ter protocolos claros de resposta a incidentes para agir rápido quando um ataque é identificado.

Na Nextcomm, oferecemos soluções de segurança integradas diretamente aos canais de atendimento. Dessa maneira, a proteção não é uma camada externa, mas parte da operação diária, garantindo conformidade com a LGPD. Finalmente, investir em segurança protege o ativo mais valioso da sua empresa: a confiança do cliente.

A digitalização do atendimento ampliou a superfície de ataque e expôs fragilidades pouco percebidas pelas empresas.

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