O golpe do PIX corporativo e inteligência artificial tornou-se uma ameaça real para as empresas. Como uma empresa inovadora, defendemos a expansão da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de trabalho. No entanto, a popularização de ferramentas de IA generativa também trouxe consequências graves. Com efeito, esses impactos vão muito além da produtividade.
Criminosos passaram a usar essa mesma tecnologia para criar vetores sofisticados de fraude, direcionados especialmente aos departamentos financeiros. Compreender como esses ataques funcionam, e quais sinais costumam precedê-los, tornou-se uma competência essencial para qualquer área responsável por movimentações financeiras.
A nova geração de fraudes financeiras
O termo deepfake descreve conteúdo sintético, gerado por inteligência artificial, capaz de simular a voz ou a imagem de uma pessoa real com alto grau de realismo. Nos últimos anos, estimativas do setor de segurança digital apontam um crescimento expressivo desse tipo de fraude, impulsionado pela facilidade de acesso a ferramentas de clonagem vocal.
No ambiente corporativo, esse avanço tecnológico encontrou um alvo particularmente vulnerável, os processos de pagamento via Pix. A velocidade e a irreversibilidade das transferências instantâneas tornam esse tipo de fraude especialmente atrativo, já que o valor transferido costuma ser dispersado em poucos minutos.
Como o golpe costuma se desenrolar
Na maioria dos casos registrados, o ataque segue um roteiro relativamente previsível, que começa muito antes da ligação fraudulenta:
- Coleta de amostras públicas de voz e vídeo de executivos, geralmente extraídas de entrevistas e redes sociais.
- Treinamento de um modelo de clonagem vocal, capaz de reproduzir a voz do executivo em tempo real.
- Contato com tom de urgência, direcionado ao responsável por pagamentos, solicitando uma transferência imediata.
- Dispersão rápida do valor recebido em contas de terceiros, dificultando qualquer rastreamento posterior.
Esse padrão explica por que a maioria dos casos bem sucedidos combina pressão psicológica com uma justificativa plausível, como uma negociação confidencial ou reunião externa urgente.
As duas modalidades mais comuns de ataque
A primeira modalidade, conhecida como vishing, uma variação do golpe de phishing, o e-mail ou mensagem fraudulenta clássica, aplicada a chamadas de voz, costuma ser a mais frequente. O criminoso conversa diretamente com o setor financeiro, usando a voz clonada de um diretor, e solicita uma transferência para uma conta de custódia.
A segunda modalidade, mais sofisticada, combina síntese de voz com manipulação de vídeo em tempo real, simulando a presença virtual de um executivo. Casos assim já geraram prejuízos milionários em outros países, quando funcionários autorizaram transferências após contatos nas quais outros participantes eram representações sintéticas.
Alguns sinais de alerta ajudam a identificar uma tentativa desse tipo de fraude:
- Pedido de urgência incomum, fora do processo normal de aprovação de pagamentos.
- Justificativa vaga para dispensar a verificação padrão de uma transferência.
- Insistência para que a conversa não seja compartilhada com outras pessoas da equipe.
Existe ainda uma variação conhecida informalmente como golpe do Pix errado. O criminoso transfere deliberadamente um valor para a conta da empresa e solicita a devolução por transferência manual, em vez do mecanismo oficial disponível no aplicativo do banco.
Protocolos que reduzem o risco
Diante desse cenário, algumas medidas de segurança se mostram particularmente eficazes:
- Verificação por callback, interrompendo qualquer chamada suspeita e retomando o contato pelos números oficiais já cadastrados.
- Regras de alçada escalonada, exigindo dupla aprovação e período de espera obrigatório para valores elevados.
- Uso exclusivo da função nativa de devolução no aplicativo bancário, evitando novas transferências manuais.
- Monitoramento de padrões de chamada na infraestrutura de telefonia, identificando anomalias que indiquem tentativas de fraude.
Como o Next_security entra nessa conta com a melhor solução
Vale reforçar: o problema não é a inteligência artificial em si, mas o uso malicioso que criminosos fazem dela. A mesma tecnologia que hoje clona vozes com fins fraudulentos é a que, aplicada corretamente, permite detectar padrões anômalos, automatizar verificações e proteger operações em tempo real. A diferença está em quem controla a ferramenta e com qual propósito, e é exatamente aí que entra uma camada de proteção pensada para acompanhar a evolução dessas ameaças.
É com esse propósito que o Next_security atua: monitoramento 24 horas por dia com alertas em tempo real, análise de vulnerabilidades específicas da operação financeira da empresa e um time especializado pronto para responder a incidentes assim que um sinal de alerta é identificado.
Além disso, a solução ajuda a estruturar protocolos de verificação alinhados às boas práticas, como as regras de alçada escalonada e o monitoramento de padrões de chamada citados acima, e mantém a empresa em conformidade com a LGPD, reduzindo riscos legais e reputacionais.
Integrado ao ecossistema Next_, o Next_security também dialoga com o Next_phone e o Next_chat, permitindo cruzar dados de comunicação e histórico de clientes para identificar tentativas de fraude antes que se concretizem.
Segurança financeira como cultura, não apenas como tecnologia
Por mais sofisticadas que sejam as ferramentas de proteção, a maior vulnerabilidade de uma empresa costuma estar na confiança automática depositada em uma voz familiar. Treinar equipes financeiras para desconfiar de urgências incomuns é tão importante quanto qualquer camada tecnológica.
Do ponto de vista estratégico, empresas que tratam a proteção contra fraudes como um processo cultural, envolvendo toda a equipe além da área de tecnologia, tendem a reagir com mais rapidez diante de tentativas de ataque. À medida que a inteligência artificial se torna mais acessível para fins maliciosos, essa mudança de mentalidade passa a ser uma questão de sobrevivência financeira.
Serviço
Nextcomm – criamos soluções de comunicação que transformam a maneira como as empresas se conectam e interagem.
Instagram: @nextcommoficial
Telefone: (41) 3244-0058
E-mail: contato@nextcomm.com.br









